Calvície e queda de cabelo em homens: causas e tratamentos

A calvície é realidade para mais de 50% dos homens acima de 50 anos. No entanto, para homens ainda mais novos, a alopecia androgenética (termo técnico para a atrofia dos cabelos que causa a calvície) já atinge as cabeças de milhões de homens no Brasil e no mundo. Em alguns casos, apenas o transplante capilar pode trazer resultados. 


Primeiro precisamos definir uma diferença importante entre a queda capilar, chamada de eflúvio telógeno e a alopecia androgenética, que é a calvície. “Estresse faz sim cair o cabelo, porém, esse não é um acontecimento genético, tampouco hormonal. Diferente da calvície, a queda costuma ter outras causas e costuma ocorrer por alguns períodos específicos, sem levar a uma rarefação dos cabelos, obrigatoriamente. Esses fios que caem, voltam a crescer.

Portanto, o eflúvio telógeno se caracteriza pela queda repentina de fios, que podem ter origem emocional, por exemplo. Já a alopecia androgenética ocorre através da diminuição gradual dos fios a cada ciclo, podendo chegar ao desaparecimento daquele fio por completo. Este é o fenômeno que chamamos popularmente de calvície, que tem origem genética. É possível reverter? A resposta é sim.

 “O microagulhamento e o MMP (microinfusão de medicamentos) são os de melhor embasamento científico e na experiência de consultório”. Ao se falar em cabelo temos que ter paciência, pois os resultados vêm meses após o início das terapias, sendo necessária aderência diária do paciente com as medicações e algumas sessões dos procedimentos para se perceber uma mudança no crescimento e na interrupção da queda.


A Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP) é uma técnica que utiliza um equipamento com microagulhas vibratórias que perfuram o couro cabeludo, causando mínimos ferimentos que estimulam a circulação sanguínea, ao mesmo tempo em que injeta substâncias para estímulo do crescimento de novos fios de cabelo e engrossamento dos fios existentes (vitaminas, finasterida, minoxidil, etc).


Diversas substâncias podem ser injetadas e cada paciente deve ser avaliado individualmente para que seja definida a associação mais eficaz de drogas para cada caso. O procedimento, com duração de aproximadamente 40 minutos. O número de sessões depende do grau de acometimento do couro cabeludo, mas, a princípio, são recomendadas três sessões com intervalos de 30 dias.


Outro fator importante para a saúde capilar é a alimentação. Idade, saúde, genética e dieta são fatores que influenciam na velocidade de crescimento dos cabelos. A idade e a genética são fatores sobre os quais não temos controle: “Porém podemos cuidar melhor da nossa ingesta alimentar e de micronutrientes. Uma dieta pobre em proteínas e micronutrientes pode levar à queda de cabelo”.

A ação dos medicamentos deve sempre estar acompanhada de uma boa alimentação: “a deficiência de micronutrientes como o ferro e botina, por exemplo, pode levar a queda de cabelos.  Além disso, comer proteínas adequadas é importante para o crescimento do cabelo porque os folículos capilares são compostos principalmente de proteínas.


Como é feito o microagulhamento capilar

Em primeiro lugar é feita uma higienização e assepsia da pele. A seguir, é preparado o equipamento com a agulha e medicamentos adequados ao tratamento proposto. Durante o microagulhamento, na medida em que a agulha perfura o couro cabeludo, são injetados os medicamentos previamente definidos pela especialista para a estimulação do crescimento de novos fios de cabelos e engrossamento dos existentes.


Vale reforçar que, por se tratar de procedimento minimamente invasivo, o microagulhamento deve ser realizado preferencialmente por um profissional  especializado em tricologia (cabelos), a fim de garantir a correta avaliação de indicações e contraindicações, além de estar apto à prevenção e tratamento de possíveis complicações.


O procedimento é bem tolerado pela maioria dos pacientes que não relatam grande incômodo durante as sessões tampouco após o procedimento.


Indicações

O microagulhamento capilar tem sido indicado no tratamento coadjuvante da calvície androgenética. Tem se mostrado mais eficaz nas áreas frontal e coroa. Para as entradas recomenda-se recorrer ao transplante capilar.


Contraindicações

O microagulhamento é contraindicado para pacientes que tenham distúrbio de coagulação. Se houver restrição em razão de intolerância ou alergia a alguma droga a ser injetada, esta poderá ser substituída ou suprimida.


Cuidados antes

  •  Deve ser realizada uma consulta personalizada para avaliação do couro cabeludo por um profissional especializado em cabelos, o tricologista

  •  Pode ser necessária a realização de exames complementares para a definição do tipo de calvície do paciente e confirmação da indicação do microagulhamento

  • Uma vez confirmada a indicação, é feita a anamnese detalhada para a definição das drogas associadas a serem injetadas no couro cabeludo durante o microagulhamento

  • Quando necessário, pode ser indicada a ingestão prévia de vitaminas ou outros medicamentos via oral que auxiliam no combate à calvície


Cuidados depois

  • Não expor ao sol a área submetida ao microagulhamento capilar durante o processo inflamatório (2 a 3 dias após o procedimento)

  • Deve ser suspendido o uso de medicamentos tópicos para a queda de cabelos por até 48 horas após o procedimento

  • Não lavar a cabeça no dia do procedimento

  • Após o primeiro dia pode-se lavar a cabeça com o shampoo de costume


Efeitos colaterais

Após o procedimento, o paciente costuma apresentar vermelhidão no couro

cabeludo que perdura em média por 48 horas, podendo durar até 7 dias.

Pode ser sentido algum desconforto local, amenizado com analgésicos comuns

como a dipirona, que normalmente desaparecem em 24 a 48 horas.